Como pesquisador e educador, dediquei os últimos anos a decifrar um dos maiores enigmas da nossa era: como integrar a Inteligência Artificial na sala de aula de matemática sem perder a essência humana e pedagógica? A resposta não caberia em um único volume. Foi necessário construir um ecossistema em duas frentes: o “LIA – Letramento em Inteligência Artificial” e o “Revolucionando a Educação Matemática com Inteligência Artificial: Um Guia Prático”.
Muitos me perguntam: “Professor, por qual devo começar?”. Minha resposta, baseada tanto na academia quanto no chão da escola, é direta: eles não funcionam isoladamente. Adquirir um sem o outro é como comprar um carro de Fórmula 1 sem ter a habilitação de piloto, ou estudar toda a teoria da aerodinâmica sem nunca entrar num cockpit.
Neste artigo, vou demonstrar, por meio do capítulo de Construção de Atividades do meu Guia Prático, como cada etapa da ação docente precisa ser iluminada pelas dimensões do LIA.
O Guia Prático: A Mão na Massa
No meu livro “Revolucionando a Educação Matemática…”, especificamente no Capítulo 2, entrego o mapa da mina. Ali, ensino o passo a passo para construir planos de aula, gerar problemas contextualizados e criar avaliações. É a ferramenta de ação. É onde a “mágica” acontece na tela do computador.
Porém, a ferramenta por si só é neutra. A qualidade do que sai do Guia depende inteiramente da qualidade cognitiva de quem o opera. É aqui que entra o LIA.
A Sinergia na Prática: Analisando a Construção de Atividades
Vamos pegar o processo de criação de uma atividade matemática descrito no Guia e ver como ele é potencializado quando o professor domina os níveis e dimensões que estabeleci no LIA.
A Engenharia de Prompt (O “Como” do Guia)

No Guia, forneço modelos de prompts testados para gerar problemas de geometria ou álgebra.
A Visão do LIA (Dimensão Instrumental): Um professor que leu apenas o Guia vai copiar e colar. Mas o professor que domina a Dimensão Instrumental do LIA (Nível Intermediário/Avançado) sabe por que aquele prompt funciona. Ele entende parâmetros, sabe ajustar a “temperatura” da IA se a resposta for muito criativa ou muito rígida. O LIA dá a autonomia para que você não fique refém dos meus modelos, mas saiba criar os seus próprios a partir deles.
2. A Curadoria do Conteúdo (O “O Que” do Guia)

O Guia instrui: “Revise o conteúdo gerado antes de aplicar”. Mas revisar com que critérios?
A Visão do LIA (Dimensão Crítica e Ética-Legal): Aqui, o LIA é indispensável. Ao gerar um problema sobre estatística, por exemplo, a IA pode trazer dados enviesados. Sem a Dimensão Crítica e Ética (discutidas profundamente no LIA), o professor pode deixar passar um viés algorítmico. Com o LIA, a revisão sugerida no Guia deixa de ser apenas uma checagem de erros de cálculo e passa a ser uma análise epistemológica e ética. O Guia diz “olhe”, o LIA ensina “como ver”.
3. A Personalização e Aplicação (O “Para Quem” do Guia)
O Capítulo 6 do Guia foca na personalização do ensino. É uma estratégia poderosa.
A Visão do LIA (Dimensão Social e Criativa): Para aplicar a personalização do Guia com maestria, você precisa da Dimensão Social do LIA. É ela que permite entender como a IA impacta as relações em sala de aula. Além disso, a Dimensão Criativa (Nível Especializado) permite que você pegue a sugestão do Guia e a transforme em algo inédito, co-criando com a IA, e não apenas consumindo.
Por que o Conjunto é Obrigatório?
Imagine o Guia Prático como um software de última geração e o LIA como o sistema operacional que faz esse software rodar sem travar.
- O Guia Prático oferece a eficiência, a velocidade e a aplicabilidade imediata. Ele resolve o problema da sua aula de amanhã.
- O LIA oferece a segurança, a profundidade e a sustentabilidade da sua carreira. Ele garante que você seja um professor insubstituível, e não um mero operador de prompts.
Ao desenvolver estas duas obras, planejei que elas fossem consultadas lado a lado na mesa do professor. Enquanto o Guia fica aberto na página da atividade, o LIA deve estar aberto na página da competência que você está desenvolvendo.
Conclusão
Não se contente com metade da revolução. Para ser um professor de Matemática (ou de qualquer outra disciplina) verdadeiramente preparado para a Era da IA, você precisa dominar a técnica (Guia) e a teoria (LIA). Um complementa, justifica e eleva o outro.
Adquira o pacote completo e tenha em mãos o verdadeiro arsenal para transformar a educação matemática.